Governo do Distrito Federal
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19/03/19 às 9h09 - Atualizado em 25/03/19 às 10h16

Consulta pública sobre o Manual de Obtenção de CNH

 

O Departamento de Trânsito de Distrito Federal (Detran-DF), por meio da Diretoria de Educação de Trânsito (Direduc), promove consulta pública, até o dia 21 de abril de 2019, para conhecer opinião e sugestões acerca do novo Manual de Obtenção da CNH, edição 2019.

 

Podem participar da consulta todos os envolvidos diretamente na formação, capacitação e extensão em educação de trânsito, especialmente quando se fala da formação do condutor na 1ª habilitação, CNH, a sociedade civil e demais interessados.

 

O Manual de Obtenção da CNH, edição 2019, foi produzido pela equipe de professores e de produtores e revisores de texto da Escola Pública de Trânsito (EPT), sobre a orientação pedagógica do pedagogo e gerente da EPT, Rokmenglhe Vasco.

 

Após a conclusão, os organizadores entenderam que, um material pedagógico dessa importância, com reflexo direto em toda a sociedade, em vista da formação de condutores (e esses estarão no trânsito), era e é fundamental conhecer da opinião e receber as sugestões tanto de professores da EPT e de instrutores e diretores dos centros de formação de condutores – CFCs quanto da sociedade civil e de todos aqueles que quiserem contribuir.

Manual de Obtenção da CNH

 

Formação e capacitação de candidatos à Carteira Nacional de Habilitação é uma responsabilidade dos Departamentos de Trânsito estaduais e o Distrito Federal, e são executadas diretamente ou por centros de formação de condutores devidamente credenciados juntos aos órgãos executivos de trânsito.

 

Formar ou capacitar um condutor envolve uma série de ações e de estruturas, dentre elas cursos teóricos e práticos e material didático: um deles, o Manual de Obtenção da CNH. O manual ora usado segue os mesmos conceitos didático-pedagógicos ainda do início dos anos 2000, com uma ou outra atualização. Em 2016, por orientação da Diretoria de Educação de Trânsito, a sua Escola Pública inicia os trabalhos para uma nova edição do Manual de Obtenção da CNH, que compõe uma das ações do projeto Reformulação Pedagógica.

 

A exigência é que fosse um material didático capaz de criar e ampliar o conhecimento, bem como estimular a humanização das pessoas, habilitando-as para o exercício da cidadania, fazendo-as respeitar as normas de convivência no trânsito e construindo valores de responsabilidade e de solidariedade uns para com os outros. Outro enfoque era o de transformar a formação do condutor de veículo automotor a partir de uma aprendizagem contemporânea, inovadora, pela qual o conhecimento é resgatado, transformado e construído dentro de uma concepção sociointeracionista de Lev Vygotsky, baseada em metodologias da aprendizagem significativa (John Dewey, David Ausubel, Benjamin Bloom e Joseph Novak) e pautada pelas tendências pedagógicas Libertária e Crítico-social dos Conteúdos.

 

Pedagogia Libertária

Enfatiza a autogestão em que fica abolida toda e qualquer forma de hierarquia e imposição de autoridade. Cada grupo social deve auto-organizar para constituir seu sistema de ensino, definindo os conteúdos, a carga horária, a metodologia, a avaliação, sempre no regime de autogestão. Valoriza-se a autoavaliação.

 

Pedagogia Crítico-social dos Conteúdos

A difusão de conteúdos é a tarefa primordial. Os instrumentos de avaliação se preocupam com o conteúdo, porém partem de uma relação direta com a experiência do aluno, confrontada com o saber trazido de fora. Ensino voltado para interação conteúdos-realidades sociais. Educação a serviço das transformações das relações de produção.

 

Metodologia aplicada 

Baseada nos princípios de competências cognitiva e afetiva, notadamente aprendizagem significativa (Ausubel), de sorte que o Detran-DF pretende com o projeto ‘Reformulação Pedagógica’ a formação do condutor de veículo automotor, desde o primeiro contato com o processo de habilitação até a sua finalização, pautada para o comportamento, para as boas práticas, de maneira que as competências cognitivas são instrumentos para aplicação das competências afetivas (cooperação, solidariedade, empatia).  O juízo é que cognição não é mais o centro da formação do condutor, mas um recurso para a prática das competências afetivas. E por essas, o condutor orienta todas as suas ações no trânsito: solidário, cooperativo, empático, responsável e preocupado com bem-estar de todos.

 

Alcançar objetivos tão nobres requer uma guinada – extrema, diria – da bússola da educação de trânsito hoje executada pelos Centros de Formação de Condutores – CFCs.  Entre os pilares para tal mudança, está a edição do material didático e, sem sombras, conhecimento e experimento da nova metodologia, com a necessária capacitação do corpo docente.  A primeira [material didático] tem início com a edição – ampliada e atualizada – do Manual de Obtenção da CNH, edição 2019, cuja essência é a formação cooperativo-comportamental do formando.

 

Desenvolvimento do projeto (conteúdos e composição didático-pedagógica)

 

Disposição dos conteúdos

Seguiu uma sequência didática de base, de modo que um assunto apresenta o posterior, mantendo-se uma evolução dos conteúdos por semântica e paralelismo conceituais. Chama-se isso de composição eufórica e disfórica; no caso deste material, partimos da disfórica para eufórica, com foco na última.

 

Linguagem

Todo o Manual de Obtenção da CNH foi reescrito várias vezes, até se atingir uma linguagem que alcance o público-alvo de primeira habilitação, com idade entre 18 e 25, sem que exclua pessoas que passam pelo mesmo processo em idade superior. Para se alcançar êxito na empreitada, usou-se como base teórica expoentes da escrita e da linguística, a exemplo de Mattoso Câmara Júnior, Said Ali, Lúcia Santaella, Ferdinand Saussure, Dídio e, mais recentemente, William Zinsser, Marshall Rosenberg e George Owen.

 

Gramática

Para todo material escrito por esta Escola, quando passa por revisão, tem-se usado os gramáticos Rocha Lima (mais este) e Celso Cunha, como base teórica. Foi o mesmo aplicado na revisão do material ora apresentado, acrescido dos modernos e sofisticados conceitos de língua padrão usados tanto no Manual da Folha de São Paulo quanto nas publicações de Tuner e da Universidade de Brasília. De modo que há rigor no uso da escrita, mas sem os exageros de autores mais ortodoxos, tudo para se alcançar, dentro da língua padrão de escrita, o público-alvo esperado. O Manual da Redação da Escola Pública de Trânsito foi obedecido na íntegra na confecção do Manual da Obtenção da CNH.

 

Estrutura gráfica

A fonte escolhida, dentro das que estão ao alcance da Escola, foi a Source pro light, a Source semibold e a calibri. As três se harmonizaram bem e permitem uma leitura agradável do material. O texto, corpo 12, os títulos, 20, subtítulos, 15, intertítulos 14.5, tabelas, 12,5 e 11,5. As imagens foram dispostas no padrão revista, com o cuidado de não permitir espaços em brancos, os vácuos, tão nocivos a semântica textual. A margem esquerda em 2,5 cm, a direita em 2 cm, a superior e a inferior, em 1,5 cm. Entre cada parágrafo foi deixado uma linha vácuo deixou um espaçamento múltiplo de 0,85 cm. O mesmo se deu entre imagens, tabelas e texto, só que com espaçamento múltiplo de 0,45 cm. Algumas imagens apresentam legenda, escritas dentro dos padrões exigidos, com verbos no tempo presente do indicativo, com dados que não criam redundância com o texto-base, agregando informações. O texto no interior das tabelas seguiu o que de mais contemporâneo em termos de linguagem e, assim, quando a composição se deu por unidade de oração ou período, não se fechou com ponto. Quando diferente, o ponto foi colocado.

 

Composição, divisão e ritmo

A divisão de temas ou de assuntos se fez por título, subtítulos e intertítulos. O achado foi a numeração até a segunda casa. A partir disso, a marca se deu por recuos de cinco pontos, trabalhando o quanto possível para evitar o uso de letras, dentro daquilo encontrado em Zinsser, Manual da Folha de São Paulo e, mesmo, Rocha Lima.

 

Contribuições gramaticais

No tocante à gramática, pautou-se pelo rigor das gramáticas normativas, mas se trouxem também inovações linguísticas já recepcionadas, seja por gramáticos consagrados, seja por manuais de escritas de grandes jornais.

 

Validade

Diz da exatidão com que um instrumento mede o que pretende medir. Um instrumento é válido quando a relação entre o objetivo a ser medido e o instrumento estiver em harmonia (Haydt, p. 64)

 

Fidedignidade

Refere-se à coerência do funcionamento do instrumento.

 

Objetividade

Elimina ao máximo a subjetividade do avaliador.

 

Usabilidade

Relacionado a um instrumento de fácil aplicabilidade, correção e interpretação. Envolve aspectos de tempo, custo, forma de aplicação, registro e análise dos dados.

 

 

 

Manual de Obtenção de CNH – Edição 2019

 

 

 

                             

 

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